Cotidiano e Perspectiva do Infinito na Filosofia Espírita

 

A consciência que se manifesta na vida encarnada é apenas um epifenômeno da consciência total. Em face da imortalidade do ser, postula a filosofia espírita a necessidade de infundir no cotidiano da vida terrena a compreensão e o Continuar lendo

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A ética cristã para além do aspecto jurídico

A ética cristã para além do aspecto jurídico em PDF

A ética cristã para além do aspecto jurídico

A proporcionalidade entre injúria e assassinato segundo o ensino ético de Jesus

 

     Na análise moral do ensino de Jesus a abordagem de Kardec revela uma eficácia interpretativa precisamente porque ela se sustenta em três grandes fatores: o referencial transcendente instituído por Jesus; a verdade ontológica da Continuar lendo

Há muitas moradas na casa de meu Pai

Há muitas moradas na casa de meu Pai em PDF

Ou a transcendência realizada no Cosmos 

Introdução

     Quando nos ocupamos rapidamente com o processo histórico do conhecimento científico, os manuais que tratam de tal temática insistem invariavelmente numa importante revolução científica, isto é, a denominada revolução copernicana. Com efeito Continuar lendo

Jesus e o referencial transcendente (1/2)

 

     Iniciamos uma nova etapa de exposição das ideias. Daqui em diante pretendemos também fazer uso da fala para o estudo e investigação dos postulados espíritas. Agradecemos a paciência e desde já pedimos desculpas por algumas falhas e erros cometidos no uso livre da fala, embora a meta seja sempre expor as ideias com o rigor que exige a própria natureza do objeto em estudo.

Jesus e Kardec são sempre a nossa inspiração. Forte abraço a todos.

Meu reino não é deste mundo

Meu reino não é deste mundo em PDF

Ou da noção de “vida futura” como um efetivo referencial transcendente para a existência humana

Introdução

     A amplitude do pensamento de Jesus ainda está por ser assimilada pela cultura, em todas as suas consequências e, antes, na profundidade de seu significado. Eis uma Continuar lendo

As tensões da existência humana

Finitude e Transcendência 

Os condicionamentos inferiores criados pela personalidade podem se multiplicar indefinidamente. É possível senti-los agora mesmo. São como que camadas superpostas de um histórico tremendo de inércia espiritual. Continuar lendo

Da eternidade dos sofrimentos

 

Em virtude da experiência do sofrimento após a morte ser tão singular, a linguagem não encontra pontos de referência autênticos para representar tal realidade, e seus aspectos variando ao infinito, fica difícil especificar o sofrimento dos Espíritos inferiores. Todavia, o que se apresenta como constante na observação das condições dolorosas após o desencarne, é a sensação de eternidade das aflições, das penas que torturam os Espíritos inferiores.

De fato, estar no seio de uma situação dolorosa e não poder nem conjecturar as possibilidades de seu término, vê-la como incessante continuidade na horas que passam – uma cadência de dor a marcar todos os momentos da temporalidade da consciência -, é uma experiência atroz e de abalar os mais endurecidos.

No que toca a esse aspecto do sofrimento após a morte, a intervenção da providência divina nas penas que os Espíritos inferiores devem sofrer se caracteriza numa dilatação da temporalidade da consciência no formato do presente, ou seja, a perspectiva do futuro é como que aniquilada da subjetividade e o presente se agiganta como um limite intransponível em que a consciência se debate em seu momento degradante.

O impulso de transcendência inerente à subjetividade faz com que o indivíduo sempre esteja em relação com o futuro no formato do ideal, do dever ser. Assim, o tempo acolhe o indivíduo para a sua constante renovação e evolução. Poder vislumbrar o futuro no plano do ideal e lutar por determiná-lo segundo os fins da consciência, é ao mesmo tempo alimentar o impulso de transcendência e realizá-lo na contínua transição qualitativa do que é (potência) ao que deve ser (atualização da essência).

Desse modo, quando a perspectiva do futuro é aniquilada da subjetividade, fazendo-a experienciar tão somente um presente que se agiganta no preciso momento de sua degradação moral, é opor uma condição fundamentalmente oposta à dinâmica existencial: o indivíduo não compreende a possibilidade de sua renovação, de sua evolução e superação de sua condição dolorosa, só percebe uma cadência no seu tempo existencial – a frustração de sua própria ascensão.

Eternidade dos sofrimentos é a impossibilidade de toda e qualquer esperança. Nenhuma criatura está ou estará condenada a isso, pois tal sentença negaria a misericórdia e bondade divinas como sendo infinitas. Mas a tal sensação de eternidade dos sofrimentos, quando sentida num tempo limitado, não deixa de transmitir a horrível experiência do “sem fim”.

 

 

Referência:

 Questão 973 do Livro dos Espíritos – IV Natureza das Penas e Gozos Futuros.