A máxima expressão da moralidade da consciência

A máxima expressão da moralidade da consciência em PDF

Por que o amor é o maior mandamento?

 

Na filosofia espírita, a especificidade da natureza humana, em face da totalidade da criação, está na consciência. É a consciência que é considerada como o atributo principal do Espírito e que distingue o homem no seio da natureza. Mas esta Continuar lendo

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Cotidiano e Perspectiva do Infinito na Filosofia Espírita

 

A consciência que se manifesta na vida encarnada é apenas um epifenômeno da consciência total. Em face da imortalidade do ser, postula a filosofia espírita a necessidade de infundir no cotidiano da vida terrena a compreensão e o Continuar lendo

A misericórdia é a única forma de combater o mal

A misericórdia é a única forma de combater o mal em PDF

 

A misericórdia é a única forma de combater o mal

 

Introdução

     Jesus empreende uma profunda reflexão acerca da virtude da misericórdia, e para compreendê-la melhor, ele sempre estabelece uma relação com o seu oposto, a condenação, evidentemente no seu aspecto moral, pois a ética cristã está para além da normatividade jurídica.  Continuar lendo

A ética cristã para além do aspecto jurídico

A ética cristã para além do aspecto jurídico em PDF

A ética cristã para além do aspecto jurídico

A proporcionalidade entre injúria e assassinato segundo o ensino ético de Jesus

 

     Na análise moral do ensino de Jesus a abordagem de Kardec revela uma eficácia interpretativa precisamente porque ela se sustenta em três grandes fatores: o referencial transcendente instituído por Jesus; a verdade ontológica da Continuar lendo

A Virtude da Pureza

A virtude da pureza em PDF

 

A Virtude da Pureza

ou do acolhimento da luz no íntimo da alma

     A análise de Kardec em torno do evangelho visa explicitar sobretudo como Jesus apresenta um efetivo programa de desenvolvimento espiritual e moral da criatura, em plena concordância com a constatação da imortalidade da Continuar lendo

O primado da humildade

O primado da humildade em PDF

 

O primado da humildade

 

     A virtude da humildade não impõe a negação da inteligência, como se fosse uma exigência moral que determina a manutenção da ignorância, ou ainda que a ignorância é condição necessária para se acreditar em Deus. Um dos maiores estratagemas do Continuar lendo

Jesus anuncia o Espiritismo

Jesus anuncia o Espiritismo em PDF

 

Jesus anuncia o Espiritismo

 

     De forma bem sintética, podemos dizer que o ensino moral do Cristo apresenta três princípios fundamentais, sobre os quais tudo o mais se desenvolve: Deus, Espírito e o Continuar lendo

Respostas de Cosme Massi em Vancouver, Canadá

Respostas de Cosme Massi em PDF

 

Respostas de Cosme Massi em Vancouver, Canadá

     Transcrevemos as respostas do professor Cosme Massi feitas ao final de sua palestra que ocorrera no Canadá, em dezembro de 2016. São quatro questões que aprofundam um pouco mais sobre os problemas da Continuar lendo

Aprender a morrer

Aprender a morrer em PDF

 

Aprender a morrer

 

     Um dos períodos mais fecundos da filosofia se encontra na antiguidade clássica. Julgamos que é neste momento histórico que ela melhor revela suas potências para a elevação do espírito humano precisamente porque Continuar lendo

Cérebro Espiritual? Órgãos Espirituais?

O conceito de perispírito divulgado na atualidade é de fato coerente com os postulados estabelecidos na pesquisa de Allan Kardec? Buscamos indicar algumas contradições em face de três princípios fundamentais: distinção ontológica entre matéria e espírito; natureza do perispírito e o princípio da não retrogradação da alma. Continuar lendo

Conhecimento espiritual e seu processo histórico

Conhecimento espiritual e seu processo histórico em PDF

 Encontramo-nos no item IV da introdução do livro O Evangelho segundo o Espiritismo. Neste importante texto, Kardec nos faz perceber que a noção religiosa do mundo também está inserida no processo histórico, não em alguns momentos, mas em Continuar lendo

Da autonomia da razão na pesquisa da realidade espiritual

 Na segunda metade do século XIX Allan Kardec se ocupou com os fenômenos singulares que as leis conhecidas da ciência de então eram aparentemente insuficientes para explicar. Suspensão e deslocação de corpos sólidos, Continuar lendo

Filosofia viva e racional, sem o espírito de sistema

A posição filosófica de Kardec – Uma lição de
Cassirer – A moral espírita decorre dos ensinos do Cristo.

                                                                                     Por José Herculano Pires

Kardec foi ou não foi um filósofo? O Espiritismo é ou não é uma filosofia, um sistema filosófico? Essas indagações vêm sendo formuladas ultimamente, em alguns meios espíritas, diante da alegação de alguns adversários da doutrina, Continuar lendo

De que o Espiritismo não é obra de um homem

(Fundamentação VI, a partir da sexta secção da conclusão de O Livro dos Espíritos)

“O Espiritismo não é obra de um homem. Ninguém se pode dizer seu autor porque ele é tão antigo quanto a Criação; encontra-se por toda parte, em todas as Religiões…” – Allan Kardec  Continuar lendo

Da impossibilidade de amar a Deus por meio do absurdo

“Consultai o vosso bom senso, a vossa razão e perguntai se uma condenação perpétua, em consequência de alguns momentos de erro, não seria a negação da bondade de Deus. Que é, com efeito, a duração da vida, mesmo que fosse de cem anos, em relação à eternidade? Eternidade! Compreendeis bem essa palavra? Sofrimento, tortura sem fim e sem esperança, apenas por algumas faltas. Não repugna ao vosso próprio critério semelhante pensamento?” – Santo Agostinho

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Em Busca da Filosofia Espírita – Entrevista com Astrid Sayegh

CIÊNCIA, FILOSOFIA E RELIGIÃO SÃO OS TRÊS ASPECTOS QUE FORMAM  ESPIRITISMO. A FILÓSOFA ASTRID SAYEGH EXPLICA O SEGUNDO DELES E  MOSTRA POR QUE ELE É FUNDAMENTAL NA FORMAÇÃO DOS ESPÍRITAS. Continuar lendo

Cultura e Espiritismo II

Artigo publicado originalmente na coluna dominical “Chico Xavier pede licença”
do jornal Diário de S. Paulo, na década de 1970.

 

 

PROBLEMAS DA EDUCAÇÃO

Provocou grande interesse dos leitores a opinião favorável de Emmanuel ao desenvolvimento da educação espírita em seus vários aspectos, segundo os trechos da entrevista de Chico Xavier. Numerosos leitores nos solicitaram o esclarecimento do último trecho, que infelizmente saiu truncado.

Para atender a todos, resolvemos voltar ao assunto, reproduzindo o trecho prejudicado, que é realmente da mais alta importância. Assim, nossos leitores ficarão bem inteirados da posição da espiritualidade superior no tocante aos problemas da educação no meio espírita.
COMO SERES TERRENOS •  Francisco Cândido Xavier

Pergunta: O que acha você, Chico, ou Emmanuel, da organização de cursos, até mesmo de escolas de espiritismo de tipo universitário, para o aprofundamento do vários aspectos de doutrina espírita?

Chico Xavier: É outra modalidade de educação. Se pudermos organizar esses cursos com a respeitabilidade precisa, com o espírito de pontualidade nos compromissos assumidos por aqueles que os iniciam, para que a continuidade seja mantida, se encontrarmos esses apóstolos da continuidade para a manutenção dessas bênçãos, devemos começar com essas empresas o mais depressa possível, para a chamada dinamização da ideia espírita e para a intensificação dos valores culturais da nossa doutrina.

Pergunta: Acho que sem uma preparação dos espíritas para enfrentarem essa tarefa, que nos escapa no momento, não poderemos cumprir o nosso dever de espíritas no futuro. Não é?

Chico Xavier: Diz Emmanuel que atravessamos uma fase como essa a que se refere o nosso amigo, em que precisamos encarar esse assunto com espírito de muito realismo. E para isso devemos esquecer as heranças menos construtivas das religiões tradicionais, que nos alimentaram por muitos séculos, que veneramos muitíssimo, mas que hoje não nos atendem aos impulsos e aos anseios de progresso espiritual. Precisamos considerar, neste caso, o sentido humano da doutrina espírita. Os espíritas não são anjos, nem delinquentes, são criaturas humanas. Os espíritas não estão no céu e também não estão no inferno. Estão na Terra. Somos seres terrenos. Então, como seres terrenos, vamos enfrentar os nossos problemas para resolvê-los – vamos fazer cursos para estudar os assuntos como seres humanos.

A CULTURA ESPÍRITA •  J. Herculano Pires (Irmão Saulo)

Duas coisas ficaram bem claras nesse trecho da entrevista de Chico Xavier: 1) Os cursos de espiritismo são necessários e os cursos de nível universitário devem ser organizados “o mais depressa possível”; 2) A modalidade superior da educação espírita tem por fim a “dinamização da ideia espírita” e a “intensificação dos valores culturais da doutrina”. Essas são afirmações textuais de Emmanuel, como podemos ver acima, feitas através de Chico Xavier.Esses trechos constam da entrevista gravada com o médium, feita em Uberaba, por ocasião do primeiro aniversário do programa No Limiar do Amanhã. No segundo trecho, que começa assim: “Diz Emmanuel”, o entrevistado teve a confirmação do espírito para a sua tese de que estamos na fase histórica de desenvolvimento da cultura espírita no mundo, sendo necessário que nos interessássemos pela criação de escolas espíritas no nível superior, destinadas a dar aos jovens uma formação espírita em sólidas bases culturais.

Ao referir-se ao sentido humano da doutrina espírita, Chico Xavier fez uma digressão para afirmar a necessidades de encararmos os espíritas, e particularmente os médiuns, os divulgadores e os dirigentes espíritas, como criaturas humanas e não como anjos. Voltando a tratar do problema educacional, ele acentuou de novo esse problema, mostrando que somos “seres terrenos” e precisamos de cursos para estudar a doutrina como “seres terrenos”.

Essas acentuações do problema cultural-espírita em termos esclarecem o erro, engano dos que pretendem manter a educação espírita apenas em termos espirituais, como se não estivéssemos encarnados na Terra e não tivéssemos a obrigação de absorver a cultura do mundo juntamente com a cultura espírita, para que esta ilumine e amplie as dimensões daquela.

O espiritismo não pode ser encarado como uma doutrina divina, desligada do contexto cultural terreno. Essa a razão porque “devemos esquecer as heranças menos construtivas das religiões tradicionais”, pois que elas estabeleceram uma divisão prejudicial entre a cultura religiosa e a cultura mundana. O espiritismo não é apenas uma revelação espiritual, como esclareceu Kardec, mas uma dupla revelação, divina e humana, que se entrosa num processo histórico único e representa um momento de síntese da evolução cultural do homem.

Uma escola de espiritismo de nível universitário estabelece a fusão entre o saber humano e o saber que a ciência do espírito nos proporciona através do espiritismo. Por outro lado, essa escola superior, que se constitui de cursos regulares para a formação do “novo homem”, não pode funcionar de maneira aleatória, sujeita à disponibilidade eventual de professores diletantes, mas necessita de um corpo docente organizado em bases profissionais, da mesma forma que um hospital espírita precisa contar com serviços de médicos e enfermeiros profissionais, sob pena de não atingir a sua finalidade. Daí a afirmação de Emmauel de que “precisamos encarar esse assunto com espírito de muito realismo”.