Canto do advento

Que brilhe um dia o amor sereno,
Que se manifeste como uma cálida aurora,
Que seja matutino, leve e ameno,
Sem força, sem esforço, sem vã glória.

Tal como a luz da manhã que se expande
No corpo da sombria colina,
Seja este amor que nunca vivemos
No coração que geme e treme vacilante.

Oh! Desponta nesta densa madrugada
Dos sentimentos incultos e rasteiros
Que esmaga a alma dolorida e acorrentada!

No horizonte seja teu advento retumbante,
E, nos olhos tristes, porém transfigurados,
Transborde uma lúcida beleza triunfante!

 

Rafael Meneses
Escrito em 25.10.16

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