O Trabalho na Contemporaneidade

 

Esta época é de aviltamento e vulgarização das coisas mais importantes e que conferem dignidade à existência humana.

Assim, o trabalho foi encerrado em uma monotonia perversa, motivado por fins ridículos, e essa é talvez a pior das desgraças sociais.

Sim, a pior e mais horrenda, pois a vida é o processo de desenvolvimento do princípio espiritual que fundamenta todo o real, e a única condição do progresso efetivo dos poderes anímicos é justamente o trabalho.

Todavia, o trabalho se afasta cada vez mais do seu sentido ontológico e se reduz aos valores econômicos. A atividade humana se limita a uma agitação em que as forças se dissipam e a matéria domina. Não há estratagema mais perverso, abismo mais obscuro, do que tornar o trabalho, que é a condição do progresso, em elemento domesticador e alienante do Espírito.

Definitivamente, o trabalho precisa se tornar o espaço de contínua realização da liberdade humana. Não mera atividade desgastante em torno da máquina econômica, e sim constante mobilização dos recursos espirituais e seus infindáveis aperfeiçoamentos.

O trabalho precisa de redenção: libertar-se da frenesi econômica que apenas estiola as mais belas forças da alma. Entendido dessa maneira, ele é essencialmente atividade de educação, de enobrecimento do ser, e não mera loucura por remuneração e… pronto!

A nós outros, que sentimos o profundo descaso que o Espírito sofre nas ocupações humanas, que carregamos no peito aquela angústia da educação frustrada, devemos converter toda a tristeza que irrompe no coração em impulso de serena rebelião aos mais arraigados condicionamentos. Mesmo soterrados na monotonia e rotina sufocantes, temos diante de nós o dever inconfundível de trabalhar pelos Valores do Espírito, mesmo que tudo em nós aponte para outra direção.

O trabalho há de ser respeitado como fonte segura da emancipação do Espírito, mesmo que para isso se exija oceanos de lágrimas, inúmeros dias de cansaço, desânimos vários a nos atormentar, enfim, todas as forças da inércia espiritual.

Ai! Senhor Jesus! Luta, bom combate, a isso nos conduz. – Experiência Paulina.

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