Confiança e brandura na propagação da palavra

Quando Jesus convoca os seus discípulos para pregar o evangelho, ele dá algumas instruções de como devem proceder. Jesus enfatiza que não deve haver inquietação pela posse do ouro, que não se deve reunir provisões materiais para o trabalho a ser realizado, mas simplesmente seguir em frente: 

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Debate sobre “Allan Kardec e a Imaculada Conceição”

 Publiquei em meu Instagram o seguinte trecho de um ensaio de Kardec: 

“Esse dogma estabeleceu que a mãe de Cristo não era manchada pelo pecado original. Como pode ser isso? Muito simples: Deus enviou um Espírito puro, que não pertencia à raça culpada e exilada, para se encarnar na Terra e desempenhar a sua augusta missão, do mesmo modo que, de tempos em tempos, envia Espíritos superiores que se encarnam a fim de darem um impulso no progresso, acelerando-o.” [Ensaio de interpretação da doutrina dos anjos decaídos]  

     Após isso, surgiu um pequeno debate em torno dessa questão. 

     Segue: 

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Debate sobre Espiritismo e os modelos utópicos de sociedade

Caro leitor, segue um breve debate sobre o verdadeiro objetivo prático do Espiritismo e porque hoje ele se opõe ao socialismo ou a mentalidade progressista.

Esse debate parte da discussão de um vídeo que produzi em 2018, intitulado Espiritismo contra Socialismo, Comunismo e mentalidade progressista. Abaixo está o link:

Boa leitura.

Rafael Meneses

São Paulo, 19 de abril de 2021

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Os bens terrenos e os bens celestes

 

     Após o estudo da condição humana que encerra em si uma profunda necessidade de trabalho, de atividade ordenada e constante, de um crescente domínio do corpo e da natureza; após considerar como a vida na matéria convoca as faculdades humanas e as instrumentaliza para a satisfação de suas exigências biológicas, Kardec se ocupa, então, com as necessidades propriamente do Espírito encarnado, que não deve negar as exigências da vida material, mas também não se reduzir a um instrumento mais sofisticado e inteligente das paixões.

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Perguntas e respostas sobre Filosofia Espírita

Um leitor envia as seguintes perguntas:

     Fala Rafael, muito obrigado por sanar mais uma dúvida minha! Fiz questão de comentar aqui no seu blog, pois reconheço a importância desse trabalho intelectual e também porque aqui tenho uma sensação de maior proximidade. Essa questão da unidade substancial entre espírito e matéria me acompanhava nos últimos meses, e inclusive me arrisquei a ler algo sobre a monadologia de Leibniz, pois eu já estava dando nome pra essa tal unidade de “mônada”, não por querer atualizar o conteúdo de Kardec, mas para enriquecer o meu próprio entendimento. Confesso que não terminei a leitura sobre o que Leibniz entendia como mônada, e aliás, o desenvolvimento que vc fez da questão foi muito além do que eu esperava. Não sou tão leitor quanto gostaria, apesar de adorar ler. Eu pensava numa unidade substancial mesmo, de substância, como se o espírito e a matéria fosses 2 lados de uma mesma moeda. Por isso fui buscar saber mais sobre o conceito de mônada. Creio que me falta ainda muita base para entender várias coisas, mas sei que o estudo e o enriquecimento intelectual é obra para a eternidade. Ultimamente, inclusive, tenho pensado em dar mais valor ao coração. As vezes chego a pensar que estudar e saber muito talvez não adiante o quanto eu gostaria, já que o interesse da massa, e dos espíritas num modo geral, é aquilo que conforta e acolhe nossas ansiedades mais imediatas, creio eu, seja através de uma reflexão, das palestras, dos passes, etc. Longe de mim querer desmerecer o lado consolador do Espiritismo, mas tenho pra mim que o grupo de pessoas que se interessam pelo lado intelectual da doutrina é bem menos numeroso. Eu participo semanalmente de uma mocidade espírita, e por mais que os assuntos sejam doutrinários, não dá pra eu jogar lá ” viu, eu tava pensando aqui numa possível unidade substancial entre espírito e matéria, o que vcs acham?” hahahahahaha. Brincadeira à parte, na virada do ano passado pra esse ano eu me peguei lembrando de inúmeras atitudes internas em defesa da doutrina, e cheguei à conclusão que se eu não souber atender a massa em que estou inserido com amor, de nada me adianta estudar e saber, afinal, o intelecto e a moral são as duas asas que nos fazem voar para o infinito.

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A perfectibilidade do ser como condição da civilização

     Jesus exorta o homem terreno a elevar o seu pensamento a Deus e a pedir o que necessita: “pedi e se vos dará; buscai e achareis; batei à porta e se vos abrirá…” Mas, em que consiste esse pedido a Deus e o que, de fato, Ele concede ao homem? Nessa relação entre pedir e receber não haveria anulação da atividade humana, abandono da iniciativa e do esforço? A fim de esclarecer esse importante ensino de Jesus, Kardec se ocupa em desenvolver o sentido dessas palavras, destacando que essa exortação está intimamente relacionada com a lei do trabalho, que marca profundamente a condição humana, bem como a do Espírito imortal criado por Deus.

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Quando a guerra é necessária e providencial?

    

Um leitor envia a seguinte pergunta:

     Olá, possuo uma dúvida que tem me intrigado nos últimos dias no capítulo VI – terceira parte, sobre as guerras [de O livro dos Espíritos]. As perguntas 742,743 e 745 até que compreendi, porém na 744, principalmente a letra 744a, eu fiquei muito confuso, pois pelo que eu entendi a escravização/subjugação de povos é algo legítimo de certo modo e não vejo lógica nisso com as perguntas anteriores e nem com a ideia de não fazer guerra, a não ser para se proteger. Será que foi um equívoco de Kardec? Como a guerra pode libertar e dar progresso? Progresso em que sentido? Poderia me explicar melhor essa questão 744?

     Podemos entender esta questão da seguinte forma:

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Suportar o sofrimento para o triunfo da verdade

      Jesus não deixa de alertar que aqueles que seguirem o seu ensino terão que enfrentar dificuldades e sofrimento, mas, por isso mesmo, também devem se alegrar. Isso não é uma simples apologia à dor nem se defende o sofrimento como por si só purificador. O que ocorre é o reconhecimento dos obstáculos que se apresentam em virtude das paixões inferiores que dominam o coração.

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Os corajosos serão admitidos no reino da verdade

     A propagação da verdade espiritual é feita em virtude de uma necessidade existencial, e não por causa de algum merecimento. Jesus está no mundo para curar e regenerar o gênero humano, e não para simplesmente recompensá-lo de um árduo trabalho espiritual que ainda está por ser feito.

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A solicitude divina antes do merecimento

A insensatez do orgulho na propagação da verdade

     Esta condição humana específica, num mundo de provas e expiações, é a condição da queda, da degradação do homem pelo orgulho e egoísmo, da saída do caminho reto que leva ao reino de Deus. Por isso, não é exagero dizer que o advento de Jesus Cristo na Terra tem também um caráter de resgate e de cura profunda, ou regeneração do gênero humano. Sem Jesus, não haveria o caminho para superar a condição de queda e perversão da natureza humana.

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A revelação e a continuidade do ser

     No processo da revelação divina, o povo judeu tem um grande destaque, pois há séculos eles vão sendo preparados pelos profetas. Não são alguns homens eminentes e em diferentes culturas que concebem um Deus único, mas é um povo inteiro criado sob à luz da unicidade divina e também que aguardava o messias.

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A inteligibilidade das coisas celestiais

    

A revelação divina é como uma luz que vem brilhar ao mundo, vem iluminar as coisas espirituais aos tenros olhos da humanidade, é uma obra de profundo esclarecimento iniciada e orientada por Deus. De um lado temos a sabedoria total e infinita de Deus e do outro, a sua criatura finita, porém, perfectível e assim capaz de assimilar progressivamente a verdade.

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A propagação da verdade e a reação da impiedade

     Quando Jesus começa anunciar o reino de Deus, ele mesmo declara que as consequências de seu ministério é espalhar a divisão entre as famílias e o fogo sobre a Terra, e enfatiza que seu maior desejo é que este fogo se acenda. Kardec considera que essa linguagem se assemelha a de um “conquistador sanguinário e devastador”.

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A vida terrena também implica numa espécie de morte

     Na necessidade de um filho enterrar o seu pai que houvera falecido, Jesus diz enfaticamente: “Deixai aos mortos o cuidado de enterrar seus mortos…” Pela sublimidade de sua doutrina, é evidente que ele não repreende aquele que tem como “dever de piedade filial enterrar seu pai”, mas não deixa de fazer uma constatação, antes de oferecer todo um projeto de vida. Eis a constatação: em verdade, aqui, todos estão mortos, estão distanciados da verdadeira vida.

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Abandonar seu pai, sua mãe e seus filhos

     Quando se lê nos evangelhos uma aparente exortação ao abandono e ódio aos pais, Kardec não se detém nas palavras nem no sentido literal, pois concebe que há evidente contradição em Jesus estabelecer o amor ao próximo (todos os homens) como mandamento e fazer ao mesmo tempo do ódio e do desprezo a condição necessária para ser o seu discípulo.

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Jesus prega o ódio aos pais?

Kardec e alguns critérios de interpretação das sagradas escrituras

     Para Kardec, as escrituras sagradas não se caracterizam por uma absoluta inerrância. O imutável nelas não está na palavra, nos escritos em si mesmos, mas no sentido que condiz de fato com a lei de Deus. E para apreender o sentido se faz necessário ir muito além da palavra.

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O casamento e a união dos corações

    

Por que Kardec dedica um capítulo a questão do casamento? Em que medida a união dos sexos é importante para o progresso dos Espíritos? Em que sentido o casamento é indissolúvel?

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A crítica ao falso profetismo desde a antiguidade  

 

     O problema dos falsos profetas remonta até a mais alta antiguidade, por exemplo, entre o povo Hebreu, Kardec apresenta a preocupação do profeta Jeremias com o surgimento do falso profetismo. Jeremias combate precisamente os charlatães da época, os que não são portadores de nenhum conteúdo mediúnico, mas fingem inspiração divina. Por isso é dito por ele da parte de Deus: “Eu não enviava esses profetas e eles corriam por si mesmos; eu não lhes falava e eles profetizavam de sua cabeça. (…) até quando essa imaginação estará no coração dos profetas que profetizam a mentira…?”

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Os grupos espíritas também como uma comunidade de investigação

O controle severo dos conteúdos mediúnicos

     Se o Espiritismo recomenda uma desconfiança em relação aos homens religiosos que se esforçam por se colocar em evidência, ele exige que se redobre a vigilância na relação com os Espíritos, pois há a turba dos falsos profetas da erraticidade.

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Os falsos profetas e os sem religião

O abandono irracional da religião como uma forma de ressentimento

     Estamos em tempo de transição e renovação espirituais, e praticamente todos que estão intimamente ligados a Terra sentem essa verdade, pois: são séculos de vivência neste mundo e na sua imediata extensão espiritual; todos estão envolvidos nessa atmosfera de renovação iniciada por poderosas entidades espirituais e que implica uma sensação íntima de urgência moral; e o imaginário da humanidade está acumulado de símbolos apocalípticos que tentam dar algum significado a essa vaga e esparsa percepção.

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As entrevistas de Olavo de Carvalho e a miséria espiritual brasileira

Sabe aquela frase que quase sempre denota uma arrogância – “você sabe com quem está falando?”-, ela tem uma grande utilidade para um determinado ofício, que é mesmo uma arte. Falo precisamente da arte de entrevistar uma grande personalidade. Ora, se não há um conhecimento razoável, que tem que ser mais do que mínimo, da pessoa que vai ser entrevistada, então a entrevista estará fadada ao tédio do lugar comum e da tragédia espiritual do desperdício do encontro com uma pessoa que se esforça a vida inteira em olhar as coisas sobre o ponto de vista da eternidade, ou, em outras palavras, uma pessoa que busca a máxima sinceridade diante do observador onipotente para confessar o que vê.

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A hipocrisia religiosa não é novidade

A hipocrisia religiosa não é novidade em PDF

 

Um dos aspectos essenciais da doutrina espírita é combater a idolatria, a fascinação e a fé cega. Ao adepto ela orienta a se manter uma vigilância incessante, tanto na relação com os homens quanto com os Espíritos. Esse mundo alberga uma massa de seres inferiores propensos a praticar todo o tipo de maldades, e um grande número de ardilosos tentam aparentar uma condição superior para desviar e manipular as mentes desprevenidas. Continuar lendo

Debate sobre a inalterável felicidade dos Espíritos Puros

Debate sobre a inalterável felicidade dos Espíritos Puros em PDF

 

Raro leitor, vou explicar rapidamente o contexto em que surgiu esse debate. O Eric Pacheco, dono do canal Espiritismo em Kardec, fez um vídeo intitulado “Deus como critério epistemológico.” Então, eis que surge Continuar lendo

Não acrediteis em todos os Espíritos

Não acrediteis em todos os Espíritos em PDF

 

     Muitas pessoas contrárias ao Espiritismo acreditam que ele acaba multiplicando o número dos falsos Cristos e falsos profetas, e que ele mesmo é uma espécie de sedução perniciosa e algo contrário aos preceitos de Jesus e da religião. O Espiritismo se enquadra na categoria dos inimigos de Deus? Continuar lendo

Os falsos profetas e os tolos que os seguem

Os falsos profetas e os tolos que os seguem em PDF

 

     A trama da existência é tecida na tensão entre o divino e o humano. O monoteísmo cristão revela Deus como uma pessoa e destaca que há uma relação íntima que jamais se encerra entre Deus e os homens. Deus nunca está apartado, é também providência divina tanto na vida particular quanto na totalidade da história universal. Continuar lendo

Para além da aparência de devotamento

Para além da aparência de devotamento em PDF 

 

     Nesta hora extrema do mundo, em que ele transita para o nível dos mundos de regeneração, todo o tempo que Deus concedeu aos homens para que trabalhassem pela transformação da humanidade será avaliado rigorosamente, a fim de que se destaque os verdadeiros obreiros do Senhor. Continuar lendo

O dever do espírita nesta hora extrema

O dever do espírita nesta hora extrema em PDF

     A última hora é anunciada pelos Espíritos superiores, ela significa o fim do “mundo velho.” Sabemos que a Terra é classificada como mundo de provas e expiações e o seu fim indica que ela irá avançar na escala dos mundos, passando para a categoria dos mundos de regeneração. O fim do mundo é de caráter totalmente moral e consiste na aniquilação da “soma das iniquidades terrestres.” Continuar lendo

O tempo do arrependimento e o tempo da justiça

O tempo do arrependimento e o tempo da justiça em PDF

 

     Com Jesus e os profetas, sabemos que a providência divina participa intimamente da história humana: dentro do drama humano, que condensa todas as histórias particulares, a história universal dos Espíritos que estão sob a égide do Cristo, Deus estabeleceu o tempo para a regeneração, a fim de que os Espíritos imperfeitos retomem o caminho reto e o único que leva a Deus e pode fazê-los participar da felicidade eterna. Jesus compara esse tempo determinado por Deus com um dia inteiro de trabalho, onde a cada hora muitos são chamados a participar do trabalho de redenção. Continuar lendo

Providência Divina e História Humana

Providência Divina e História Humana em PDF

O apocalipse como o último ato do drama terreno

 

 

     Em relação às religiões cosmológicas e pagãs, o cristianismo se distingue também pela perspectiva histórica que se abre ante a consciência humana: o homem não é mais apenas uma parte do cosmos, onde está inevitavelmente submetido ao seu movimento cíclico, dentro de um mundo fechado, que lhe é indiferente e regido por forças antagônicas. Continuar lendo

Na intimidade da dor

     O quarto estava escuro, a Ave Maria de Shcubert havia sido tocada e cada canto resguardava um silêncio melancólico. Naquela cama estava um corpo envelhecido, meio retorcido, enrijecido. O rosto era de dor e o abençoado sono interrompia um pouco o arrastar das horas em que a morte se aproxima, mas nunca chega. Já eram anos em que o corpo se tornou literalmente uma prisão, os sentidos se embotaram, a fala era ininteligível, a alimentação por via nasal e apenas um olho ainda permitia ver confusamente o rosto dos seres amados e as luzes que por vezes visitavam o quarto. Continuar lendo

A fé como intuição da perfectibilidade

A fé como intuição da perfectibilidade em PDF

 

     Qualquer ser humano é dotado de fé, porque ela é o sentimento inato de suas infinitas possibilidades relacionadas diretamente com a sua natureza. O homem sabe que é perfectível e que mediante um trabalho ordenado e constante ele pode alcançar uma realização de si que transcende significativamente seu estado atual. A fé nasce dessa certeza intuitiva, porém, ela se distingue como uma força que impele à ação, e não como mera expectativa das possibilidades. Continuar lendo

A fé se completa na ação virtuosa

A fé se completa na ação virtuosa em PDF

 

     A fé tem um sentido prático na existência humana, ela só pode exercer os seus benefícios quando impele o homem a uma atividade, a uma ação constante. Inicialmente ela surge como uma intuição das possibilidades, de que algo é possível, e que será realizado no futuro mediante o trabalho necessário, assim temos: a fé (a certeza de que algo é possível), a esperança (a espera da sua realização) e a caridade (o trabalho, o empenho correto para a realização). Continuar lendo

Diálogo sobre a Homossexualidade

Diálogo sobre a Homossexualidade em PDF

 

Homossexualidade e autonomia do Espiritismo em relação à Ciência

 

Breve explicação

 

 

     Após a leitura de Meditações Espíritas sobre o Sexo, o senhor Acadêmico iniciou um diálogo comigo sobre alguns pressupostos contidos na brochura citada e também sobre a validade epistemológica do Espiritismo.

      O Espiritismo precisa esperar em tudo a sanção da ciência? Do que valeria então seu saber, se outra ciência tem que validar suas conclusões morais e espirituais? Considerando a cosmovisão espírita, o problema da homossexualidade não pode ser julgado com base na necessidade da transcendência total do Espírito no tempo e na necessidade da ascensão na escala espírita? Está é a problemática que orienta todo o diálogo.

     Desejo uma boa leitura e saúdo o inesquecível mestre:

      Ave, Platão! Continuar lendo

Não se deve esperar o momento propício

Não se deve esperar o momento propício em PDF

 

     Quando Jesus se aproxima da figueira e ela não lhe fornece o bem que está destinada a produzir, ele a condena à esterilidade, dizendo: “Que ninguém coma de ti nenhum fruto.” Mas antes o evangelista destaca que ainda não era tempo de figos, de modo que Jesus não poderia encontrar o fruto que desejava. O que Jesus então está ensinando com essa parábola? Continuar lendo

COVID-19: Um projeto de poder

COVID-19: um projeto de poder em PDF

 

     Diante do problema da chamada pandemia do coronavírus, a população brasileira, em sua grande maioria, vem sendo manipulada por uma imprensa que faz um verdadeiro terrorismo psicológico, se demonstrando um braço político de uma elite de burocratas que querem o poder a todo custo. Continuar lendo

Para além da fé raciocinada  

Para além da fé raciocinada em PDF

 

     Os primeiros cristãos depositavam a sua fé exclusivamente na pessoa de Jesus, eles confiavam plenamente em sua pessoa, em virtude de seus atos excepcionais, de sua presença extremamente única. Nos primórdios, a fé era fomentada por meio de uma narrativa oral dos feitos de Jesus, e não propriamente por uma doutrina – excetuando o apóstolo Paulo, que já fala de Jesus a partir de uma interpretação teológica, mas isso entorno de trinta a quarenta anos depois de Cristo. Continuar lendo

A fé aumenta a força da vontade

A fé aumenta a força da vontade em PDF

 

      Inicialmente, Kardec considera a fé em seus aspectos mais imanentes. Ela pode ser entendida de duas formas: como confiança nas próprias forças, no poder de executar algo; e como certeza de que algo irá se realizar. Um se refere a confiança nas possibilidades presentes, o outro na confiança que um acontecimento futuro se realizará. Continuar lendo

Quem entra no Reino?

Quem entra no Reino? em PDF

 

Jesus estabeleceu em definitivo que seu verdadeiro seguidor é aquele que faz a vontade de Deus que está nos céus. E esta divina vontade é representada nos mandamentos, na lei divina. A vida moral que expressa o cumprimento da lei abre as portas do reino e é ela que difere o cristão daqueles que apenas dizem: “Senhor! Senhor!” Continuar lendo

A graça divina suplanta infinitamente o mérito pessoal

A graça divina suplanta infinitamente o mérito pessoal em PDF

 

     Diante dos problemas morais, parece que o Espiritismo considera demasiadamente o mérito pessoal como o elemento primordial para o progresso do Espírito e também para a salvação da alma. Mas o conceito de graça, enquanto ação abundante e gratuita da providência divina, é rigorosamente considerado, ressaltado e proclamado. Se no Continuar lendo

A verdade, os Espíritos e o julgamento do mundo  

A verdade, os Espíritos e o julgamento do mundo em PDF

 

     Desde a antiguidade, os legítimos emissários de Deus buscam realizar um objetivo principal no seio das sociedades: apresentar aos homens a vontade de Deus. A partir da ação dos profetas (médiuns) [todo profeta é médium, mas nem todo médium é profeta], os homens adquirem o conhecimento do bem e do mal e um conjunto de princípios éticos que devem nortear o comportamento. Continuar lendo

Jesus contra os cristãos

Jesus contra os cristãos em PDF

 

     Quando Jesus aborda o problema da salvação da alma, ele sempre destaca a caridade como o único caminho, como a única forma de conquistá-la, para além da fé na ortodoxia e da prática litúrgica. Mas é preciso considerar que ele fala para uma massa de Espíritos que se situa quase que exclusivamente na terceira ordem da escala espírita. Continuar lendo

Olavo de Carvalho e o Espiritismo

Olavo de Carvalho e o Espiritismo em PDF

 

Olavo de Carvalho e o Espiritismo

Uma consideração depreciativa, porém correta

 

 

Um leitor me enviou um seguinte pedido:

     Rafael, gostaria de sua opinião sobre um trecho do livro O Jardim das Aflições. Segue abaixo:

“No século XIX, o ocultismo e o espiritismo, amplamente disseminados entre as camadas letradas, explicarão o espírito como uma sutilização ou diluição da matéria, isto é, como matéria rarefeita. Mas ao mesmo tempo que os “espirituais” Allan Kardec e Madame Blavatski restauravam assim sem sabê-lo a física epicúrea, o materialista Karl Marx redigia sua defesa de Epicuro contra Demócrito. Coincidência nada fortuita: o afluxo maciço de militantes socialistas às fileiras do espiritismo e do ocultismo – um dos fenômenos mais marcantes da vida mental das classes letradas no século XIX – mostra a existência de uma afinidade entre essas duas correntes de ideias aparentemente antagônicas, afinidade que se explica facilmente pela sua origem comum na cosmovisão renascentista.”

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O traje nupcial ou a purificação do Espírito

O traje nupcial ou a purificação do Espírito em PDF

 

     Na parábola do festim de núpcias se descortina, em um lance, a tragédia da verdade em um mundo regido por paixões cruéis. Ela é tão simples e ao mesmo tempo revela o gênio de Jesus que abarca a totalidade da peregrinação espiritual do homem, sua queda e sua redenção. Ela pode ser contemplada como um quadro, uma pintura de traços leves e tristonhos que condensa a trágica relação entre o Céu e a Terra, pois neste quadro terrível e ao mesmo tempo sublime, escorre inevitavelmente o sangue do justo por excelência. Continuar lendo

A vida mística na plenitude do corpo e do Espírito

A vida mística na plenitude do corpo e do Espírito em PDF

 

     Bem entendido o objetivo principal do Espiritismo, que é fomentar o desenvolvimento espiritual, impulsionar o advento do homem regenerado; cumpre também considerar que tipo de relação se deve manter com o corpo carnal, para que este não se torne um obstáculo em face do projeto de transcendência do ser. É sabido que boa parte das tradições religiosas estabelecem uma relação conflituosa com o corpo e os prazeres a ele vinculados. Nos textos doutrinários encontramos algumas menções o designando por vezes como “prisão”, “cárcere”, “lugar de exílio”, “nevoeiro da carne.” Então, o Espiritismo, de algum modo, mantém o conflito religioso entre corpo e Espírito? Continuar lendo

A mística através do mundo

A mística através do mundo em PDF 

 

     A prática religiosa do Espiritismo se concentra também no exercício da mediunidade esclarecida. Ela é eminentemente religiosa porque tal exercício deve estar sempre “sob os olhos do Senhor” e visar uma perfeita comunhão com os Espíritos do Senhor. O recolhimento, a prece e a purificação do coração são indispensáveis para se estabelecer essa refinada intimidade espiritual. Continuar lendo

Ascensão social e estagnação espiritual

Ascensão social e estagnação espiritual em PDF

 

     A vida social, em quase todos os seus âmbitos, apresenta um estrutura hierárquica onde há os chefes e os subordinados, o líder e os liderados, o governante e os governados. No Evangelho segundo o Espiritismo, esta estrutura é designada como a relação entre os superiores e os inferiores, ou seja, os que se encontram em posições sociais que lhes outorgam autoridade e os que devem obedecer. Continuar lendo

Amam o progresso, mas negam a santidade!

Amam o progresso, mas negam a santidade em PDF

 

     Quando converso com alguns espíritas ou espiritualistas, quase sempre se revelam algumas ideias fixas e típicas de nosso época, uma que insistem em proclamar é a que nega a possibilidade da santidade humana. Esta ideia fixa se traduz na seguinte frase: “Não acredito em homens santos.” E desde o alto de sua sabedoria, julgam a questão encerrada, e ainda se sentem todos os dias amando o progresso da alma humana. Continuar lendo

Assumir a tensão existencial e jamais abdicar de si mesmo

Assumir a tensão existencial e jamais abdicar de si mesmo em PDF

 

Diário Filosófico

Estudos de um aluno do Seminário de Filosofia do filósofo Olavo de Carvalho

 

Assumir a tensão existencial e jamais abdicar de si mesmo

 

         Compreendido o exercício do necrológio como uma forma de concepção de um eu ideal que corresponda as mais profundas e fiéis aspirações da própria alma, erigido no horizonte consciencial como um referencial ético para a transcendência do ser, entretanto, o filósofo Olavo de Carvalho ressalta que este ideal de perfeição da alma não deve ser tratado como uma abstração sofisticada e sem contato com a situação atual da pessoa. Continuar lendo

“Diálogo” (e gritos) sobre Espiritismo e Mentalidade Progressista

“Diálogo” (e gritos) sobre Espiritismo e Mentalidade Progressista em PDF

 

 

     Raro leitor, segue uma estranha conversa que surgiu nos comentários de meu vídeo, intitulado: O Espiritismo contra Socialismo, Comunismo e Mentalidade Progressista.

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Meditações Espíritas sobre o Sexo

Meditações Espíritas sobre o Sexo em PDF

 

Breve explicação 

     Raro leitor, segue a publicação de seis Meditações Espíritas sobre o Sexo. Nelas não há um caráter dissertativo rigoroso, embora mantenham um certo encadeamento lógico. Por isso sugiro a sua leitura na ordem da exposição, para que se entenda as conclusões a partir dos fundamentos.

     O sexo é analisado sempre no contexto da Continuar lendo

A alma virtuosa ou o inteiro esquecimento de si

    A alma virtuosa ou o inteiro esquecimento de si em PDF

 

     O que é de fato uma alma virtuosa? O que ensinam os Espíritos superiores sobre a virtude? Primeiramente ela é considerada sob a luz do objetivo fundamental do Espírito no tempo: a realização da perfeição total do ser finito. Com base nessa meta primordial de perfeição, a virtude não pode ser definida simplesmente como Continuar lendo

O caráter belicoso da vida moral

O homem não é apenas um animal, nele há um Espírito imortal. Tal presença espiritual se revela de modo mais contundente quando desponta no mundo íntimo a noção e o sentimento do dever moral. Com efeito, é por meio do dever moral que a liberdade do Espírito se afirma, pois ele é a autodeterminação de si segundo um ideal superior. Continuar lendo

O espírita imperfeito

O embotamento da sensibilidade moral e o conhecimento como entretenimento

 

O processo epistemológico do Espiritismo é bem definido por Kardec: ele parte de um conjunto de fatos mediúnicos, os observa, os classifica, extrai a suas leis, descreve seu modus operandi; em seguida opera uma Continuar lendo

Ser perfeito como Deus?

Da perfeição do ser finito

 

Na conhecida máxima – “Sede perfeitos como vosso pai celeste é perfeito” -, Jesus estabelece um objetivo claro a todo aquele que deseja seguir o caminho espiritual para uma transcendência total: ser um Continuar lendo

Converter a esmola em salário

Converter a esmola em salário em PDF

 

Entre os que formam alguma ideia do Espiritismo, inclusive no meio acadêmico, não é difícil encontrar os que propagam que sua moral, de certo modo, sempre dependerá da miséria e da pobreza no mundo, uma vez que Continuar lendo

A tirania do corpo

A tirania do corpo em PDF

 

Ou a loucura da vida cotidiana

 

Desde que Jesus passou pela Terra, a mensagem de Deus aos homens brilha com mais intensidade, e ela se sustenta em dois grandes fundamentos: imortalidade e liberdade. Jesus canta a Continuar lendo

A relativização da propriedade privada no Espiritismo

A relativização da propriedade privada no Espiritismo em PDF

 

O direito de propriedade está intimamente relacionado com a lei de conservação, pois ao homem cabe o dever de assegurar a vida do corpo com os bens necessários. Os bens materiais, por outro lado, são Continuar lendo

A verdadeira propriedade como a realização de si mesmo no bem

A verdadeira propriedade como a realização de si mesmo no bem em PDF

 

Ao longo de nossa existência corporal comumente desenvolvemos um grande apreço pelas coisas materiais que conquistamos, o patrimônio adquirido parece ser uma espécie de extensão de nós mesmos, Continuar lendo

A concentração da riqueza como uma prova moral

A concentração da riqueza como uma prova moral em PDF

 

Kardec assinala que a riqueza tem uma utilidade providencial e basta somente esta tese, já devidamente demonstrada, para refutar toda uma mentalidade religiosa que pretende, ou ao menos insinua, que a riqueza é por si só um obstáculo à conquista da vida eterna, da bem-aventurança no reino de Deus. Continuar lendo

A riqueza não é um obstáculo absoluto para a salvação

A riqueza não é um obstáculo absoluto para a salvação em PDF

 

A riqueza teria alguma efetiva importância para a realização espiritual do homem ou ela seria apenas um temível obstáculo? Não demonstra Jesus que ela é ainda um grande empecilho para a salvação quando diz para o jovem rico: Continuar lendo

Kardec e o significado moral das citações bíblicas sobre a salvação do rico

Kardec e o significado moral das citações bíblicas sobre a salvação do rico em PDF

 

Ao abordar o problema da riqueza e da salvação do rico no Evangelho segundo o Espiritismo, Kardec inicia o estudo propondo a leitura de seis citações do novo testamento, e esses textos também oferecem material para a interpretação da referida problemática segundo os princípios espíritas. Continuar lendo

Aforismos para a Aurora Longínqua – 29

 

29- Comer, transar, dormir e falar mal dos outros, por enquanto isso ainda é o homem na face da Terra. Agora, dizendo tudo isso de uma forma a elogiar a civilização: os requintes da gastronomia, a liberdade sexual, o entretenimento (que não deixa de ser uma espécie de sono) e o sentimento de superioridade. Conclusão: a civilização é só um eufemismo da barbárie.

Sensibilidade de um cadáver

 

Sensibilidade de um cadáver

Em mim desfalecem todas as luzes,
Todos os amores; sou furna sombria
De cansaço e derrota, estranha magia
De sono, de secura, de mau augúrio.

Fico a tremer no terror da morte lenta
Onde se cadaveriza o espírito e a
Carne cresce no inchaço da paixões – fermento maldito –
E uma dor sem súplicas em tudo me arrebenta.

Oh império de sombras que me domina,
No meu rosto – nem mais uma lágrima cristalina!
Oh! Eu quero chorar! Como não posso chorar?

Tiraram-me o que é mais santo:
O orvalho que rola do pranto,
O choro e o soluço, que era o meu único canto.

(Escrito em 25 de agosto de 2010, da série Lágrimas de Morte)

 

Adeus: a imensidão da dor

 

Adeus: a imensidão da dor

 

         Saí de “casa” como um guerreiro e é como um guerreiro que quero voltar.

     Deixei o regaço de teu abraço, de teu corpo saliente e juvenil, de teu espírito de doçura. A tudo precisei dizer adeus.

     Com mil hesitações e tempestades de inquietações fui me arrastando, sem saber por onde pisar, e o orgulho me deixava ainda muito pesado.

     Percebo que agora só consegui dar um ou dois passos de crescimento do espírito e que o risco de permanecer estacionário e frustrar as boas possibilidades da vida no tempo é quase total!

 

(Escrito em 13 de junho de 2011, da série Lágrimas de Guerra)

Dor e Lucidez

 

Dor e Lucidez

     Senhor, por sua bondade, recebe o meu canto de dor.

Na vasta região da minha alma tudo se revoluciona diante dos vossos raios de amor.

Senhor, tudo aqui dói, e nessa dor abrasadora ainda luto para me manter consciente dos vossos desígnios, que dão o sentido de luz para a dor.

Mas, meu mestre, sê comigo no esforço, esclarece as partes mais obscuras de mim mesmo.

Pois, Divino, tenho medo… A que mil fantasias não me entrego, alimentando a minha vaidade? São tolices mil que fervilham no meu cérebro.

Caminho de amor, simplicidade, humildade e serviço… Ai! Como essas estrelas de teu evangelho estão longe de mim!

Senhor.

Na minha escuridão, te amo.

 

(Escrito em 12 de junho de 2011, da série Lágrimas de Guerra)

 

O que nos torna um verdadeiro cristão?

O que nos torna um verdadeiro cristão? em PDF

 

     Como pensar que qualquer indivíduo que não tenha cumprido retamente os deveres que a caridade impõe esteja de fato salvo? Que sem caridade ainda sua alma possa gozar de uma eternidade com Deus? Pois é disso que Jesus está falando: da possibilidade de união do homem com Deus, e a realização dessa união é a salvação. Continuar lendo

O senso moral é intrínseco a consciência? Resposta ao prof. Cosme Massi

 

     Cosme Massi pesquisa a obra de Kardec a mais de trinta anos e entre várias de suas primorosas palestras, é possível identificar uma interpretação da questão 621 de O Livro dos Espíritos, onde ele propõe que as leis de Deus são adquiridas pelo Espírito no tempo, de modo que não há uma imanência constitutiva das leis de Deus na natureza humana. Eu, com base nos textos doutrinários, defendo a tese oposta de que o senso moral encerra as leis de Deus e constitui a própria natureza espiritual do homem. De modo que o conhecimento das leis divinas, de certo modo, seria um reconhecimento, uma reminiscência platônica.

Fora do Espiritismo não há salvação?

Fora do Espiritismo não há salvação? em PDF

 

     A caridade não é exclusiva de nenhuma religião, ela é a lei suprema da moralidade da consciência instituída por Deus nas criaturas, e somente ela, segundo Kardec, oferece o “acesso à felicidade suprema”, e portanto, a salvação da alma. Visto que ela constitui o próprio senso moral da alma, é a expressão máxima da moralidade da consciência, nisto consiste também a sua universalidade: todos os homens sentem o apelo do senso moral intrínseco à consciência os admoestando para se viver a caridade nos pormenores de sua existência. Continuar lendo

São Paulo define perfeitamente a caridade

São Paulo define perfeitamente a caridade em PDF

 

“Se eu falar as línguas dos homens e dos anjos, e não tiver caridade, sou como o metal que soa, ou como o sino que tine. E se eu tiver o dom de profecia, e conhecer todos os mistérios, e quanto se pode saber; e se tiver toda a fé, até a ponto de transportar montanhas, e não tiver caridade, não sou nada(…)”  (Paulo, I Coríntios, XIII: 1-7 e 13).

 

      Ao falar da caridade, São Paulo, o apostolo dos gentios, a define sob o ponto de vista da eternidade, e ao considerá-la assim, sob a perspectiva da vida infinita em Deus, ele proclama então que a caridade está acima da própria fé; ela é, em verdade, a mais excelente das virtudes, de maneira que, quando houver a consumação dos séculos, a caridade ainda permanecerá como luz de Deus que irradia por toda eternidade. Continuar lendo

Os Pré-Socráticos e o Espiritismo

 

     No corpo doutrinário, há uma metafísica e também uma cosmologia. Desse modo, quais as possíveis relações entre a cosmologia espírita e os esforços dos pré-socráticos, que representam uma incipiente, porém poderosa reflexão sobre os fundamentos últimos da natureza? Sendo o Espiritismo uma cosmovisão, ele pode, portanto, buscar identificar os seus precursores ao longo da história, em virtude de possíveis convergências que se evidenciam num breve exame comparativo. Isso não significa um mero ecletismo filosófico, mas sim o esforço de encontrar na história do pensamento a unidade da verdade que é pouco a pouco conquistada e que suplanta os vários sistemas que apreenderam alguns de seus aspectos. Desse modo, o Espiritismo segue a sua natureza de síntese do processo de conhecimento, por possuir a chave natural, concernente aos problemas do Espírito, e por não se encerrar no espírito de sistema.

A única via de salvação

A única via de salvação em PDF

 

     Ao estudarmos os ensinos de Jesus relatados pelos evangelistas, verificamos que ao longo de seu ministério há um constante diálogo com o judaísmo, e mesmo um embate com os seus mais sistemáticos representantes, na figura dos fariseus e saduceus. Continuar lendo

A caridade acima da ortodoxia

A caridade acima da ortodoxia em PDF

 

O Espiritismo, sendo uma cosmovisão eminentemente religiosa, também carrega em seu seio uma soteriologia, isto é, uma doutrina da salvação. A soteriologia, segundo Kardec, é o “caminho da felicidade eterna.” Desse modo, o problema religioso mais importante, que toca profundamente toda e qualquer consciência, mesmo entorpecida Continuar lendo